Você sabe o que é o pecado? O pecado é a transgressão da lei e dos mandamentos de Deus. O pecado teve origem quando o ser humano optou por desobedecer à vontade de Deus.
Qualquer que pratica o pecado, também transgride a lei; porque o pecado é a transgressão da lei. (1 João 3:4)
O pecado entrou na humanidade ainda no Jardim do Éden, através da desobediência de Adão e Eva. O pecado gerou consequências severas para a raça humana, dentre elas: a morte, dores de parto, morte física e espiritual, doença, homicídio, inveja e etc.
Após o pecado da desobediência de Adão e Eva, a humanidade passou a ser gerada com um pecado original.
Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; (Romanos 3:23)
Compreendemos que não existe pecadinho e nem pecadão, pois para Deus pecado é sempre pecado. Mas também devemos compreender que existem pecados de morte e existem pecados que não são para morte.
Se alguém vir pecar seu irmão, pecado que não é para morte, orará, e Deus lhe dará a vida, àqueles que não pecarem para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore. (1 João 5:16)
Os pecados que não são para a morte são aqueles que cometemos sem perceber que cometemos. João está dizendo que essa pessoa carente de oração precisa ser um irmão, ou seja, um crente que não desejou pecar deliberadamente e cujo pecado não foi uma rebelião deliberada contra a vontade de Deus.
Esse crente que João relata ainda possui nele a vida espiritual, mas está espiritualmente fraco, se encontra arrependido e busca libertar-se de tudo quanto desagrada a Deus. É por estas pessoas que João está recomendando orar.
Para aqueles que já foram crentes e agora cometem pecado “para a morte”, a igreja não pode orar com a certeza de que Deus dará mais graça e vida para o mesmo. Compreendemos que os pecados que são cometidos para a morte são pecados deliberados, provenientes da desobediência contínua à vontade de Deus.
Essas pessoas estão mortas espiritualmente e somente poderão receber vida caso se arrependam dos seus pecados e se voltem verdadeiramente para Deus. A única coisa que a igreja pode fazer para aqueles que venham a cometer pecado de morte é orar para que Deus dirija as circunstâncias da sua vida, de modo que tenham uma oportunidade de propiciar aceitação de novo à salvação de Deus em Cristo.
Os pecados que não são para morte são aqueles que ocorrem inconscientemente, ou sem a pessoa desejar cometê-lo. Já os pecados de morte levam imediatamente à morte espiritual, pois os pecados terríveis que evidenciem uma rebelião contra Deus e a sua Palavra resultam em morte espiritual, ou seja, são pecados que conduzem o homem à separação da vida de Deus.
A Batalha Entre Carne e Espírito
Quando não pecamos e escolhemos uma vida de retidão a Deus, produzimos frutos bons, mas quando escolhemos o pecado, passamos a produzir maus frutos.
Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais as coisas que quereis. (Gálatas 5:17)
Todos os dias travamos uma batalha diária entre obedecer ou desobedecer à voz de Deus. O espírito e a carne estão sempre em oposição um ao outro. A carne deseja que venhamos cumprir seus deleites, os quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e aqueles que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.
Quem busca obedecer a Deus e sua Palavra é guiado pelo Espírito e, além de andar no Espírito, ele também produz frutos, os quais são: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Quando andamos segundo a vontade de Deus, crucificamos nossa carne juntamente com nossas paixões e concupiscências para vivermos segundo a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.
Quando estavam no jardim, Adão e Eva cometeram apenas um pecado, mas as consequências desse pecado foram inúmeras. O pecado é como um abismo que é capaz de chamar outro abismo, e a Palavra de Deus diz:
Um abismo chama outro abismo, ao ruído das tuas cachoeiras; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado sobre mim. (Salmos 42:7)
Quando observamos os erros cometidos no passado, extraímos algumas pontuações que nos fazem entender as consequências que o pecado gerou. A serpente se tornou maldita dentre todos os animais domésticos e selvagens. O homem agora estava sujeito à morte física e espiritual.
Adão e Eva foram expulsos do jardim. Eva agora teria dores de parto. A terra se tornou maldita e agora, por toda a vida, o homem teria muito trabalho para tirar da terra seu sustento.
As Obras da Carne e Suas Consequências
Para que a lista de consequências geradas pelo pecado não fosse aqui tão extensa, vamos fazer uma reflexão novamente em:
Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, ciúmes, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais de antemão vos declaro, como também já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus. (Gálatas 5:19-21)
Compreendemos aqui que as obras da carne, as quais são descritas acima, algumas já tiveram relatos de acontecimentos lá atrás, onde podemos aqui destacar claramente a inimizade, a ira, a inveja, que juntas contribuíram para o primeiro homicídio que aconteceu na terra, onde Caim mata o seu irmão Abel, pois o seu sacrifício era inferior ao que Abel ofereceu a Deus.
O pecado foi apenas um, mas as consequências do pecado são inúmeras e, da mesma forma que Adão e Eva pecaram e tiveram suas consequências, o ser humano nos dias de hoje, quando peca, ele também está sujeito às consequências do seu pecado. Quando desobedecemos a Deus e suas ordenanças, estamos sujeitos a uma consequência.
O apóstolo Paulo vai dizer que:
“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.” (1 Coríntios 6:12)
Havia uma falsa teologia que era pregada pelos inimigos de Paulo, onde os mesmos pensavam que tinham o direito de fazer tudo que queriam. O apóstolo Paulo adverte no versículo acima a respeito da escravidão, pois sabemos e compreendemos que o pecado faz do ser humano seu escravo, e o próprio Senhor Jesus fala a respeito:
Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. (João 8:34)
Apenas o Senhor Jesus Cristo tem o poder de libertar aquele que busca o perdão pelos seus pecados.
Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. (João 8:36)
Se permitirmos que Jesus Cristo verdadeiramente nos liberte por inteiro dos nossos pecados, de forma que não tornemos mais a cometê-los, a Palavra de Deus diz que verdadeiramente seremos livres, ou seja, não seremos mais escravos do pecado, porque Deus nos libertou através do seu Filho Jesus.
O inimigo de nossas almas trabalha incansavelmente todos os dias para que os filhos de Deus venham viver em uma vida de pecado, pois ele sabe que, quando pecamos constantemente, somos afastados da presença de Deus ao ponto de chegarmos no pecado de morte.
Deus deseja que venhamos viver uma vida em santidade, e Deus sabe que estaremos propensos ao erro, ou seja, ao pecado cometido inconscientemente, aqueles que cometemos sem mesmo perceber, mas todos os dias, em nossas orações, que venhamos pedir a Deus: “Senhor, perdoa os nossos erros assim como nós perdoamos aos nossos devedores”.
Deus está pronto para nos perdoar, e o que Deus mais ama é quando nós reconhecemos que somos falhos, pecadores e que precisamos urgentemente mudar o quadro da nossa vida, através do perdão que apenas Deus pode conceder.
Independentemente de qual seja o seu pecado, renda-se hoje aos pés de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e diga a Ele: “Pai, perdoa os meus pecados, me faça novamente o seu filho, purifica o meu corpo, limpa minha mente, purifica meus pensamentos, minha alma e o meu coração e assim faça morada em minha vida. Amém.”